Mulheres sem Reserva Finaceira. Estudo aponta que 81% não guardam dinheiro.
- Renda insuficiente: Para 30,3% das mulheres, o salário simplesmente não cobre as despesas básicas, contra 21,5% dos homens.
- Dupla jornada: O acúmulo das responsabilidades domésticas com o trabalho remunerado dificulta o planejamento financeiro.
- Falta de sobra no mês: Apenas 17% das mulheres conseguem pagar todas as contas mensais e ainda guardar algum dinheiro.
No mundo das finanças, o conceito de independência financeira é a obtenção de recursos suficientes para não precisar mais trabalhar. Mas esta expressão dentro do contexto social e de gênero tem outra complexidade.
Quando se fala em independência financeira feminina, se trata de poder tomar decisões nas finanças (e na vida) com autonomia, sem depender de parceiros ou familiares. Para as mulheres, essa independência pode representar a liberdade de escolha – desde como viver a com quem se relacionar. Em alguns casos, também é sinônimo de proteção.
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ESPECIALISTAS RECOMENDAM RESERVA PARA MOMENTOS IMPREVISTOS
Ter uma reserva de emergência é uma das principais recomendações dos especialistas em educação financeira para enfrentar imprevistos sem recorrer ao crédito. No entanto, essa realidade ainda está distante da maioria das brasileiras.
O levantamento mostra que apenas 19% das brasileiras conseguiram formar uma reserva de emergência, percentual significativamente inferior aos 32% registrados entre os homens. A diferença também aparece na capacidade de equilibrar o orçamento. Enquanto apenas 17% das mulheres afirmam conseguir pagar todas as contas do mês e ainda economizar, esse índice chega a 29% entre os homens.
A PREOCUPAÇÃO ENTRE MULHERES E HOMENS É A MESMA, PORÉM PARA A MULHER É MAIS DESAFIADOR
Os dados também mostram que a preocupação com as finanças é semelhante entre homens e mulheres, mas os desafios são maiores para elas. Para 45% das entrevistadas, quitar dívidas atrasadas é hoje a principal preocupação financeira. Entre os homens, esse percentual é de 43%, indicando que o endividamento afeta ambos os grupos, embora pese com mais intensidade sobre o público feminino.
Outro fator que dificulta a organização financeira é a renda insuficiente. Muitas mulheres relatam que praticamente todo o salário é destinado às despesas essenciais da casa, como alimentação, moradia, transporte e educação dos filhos. Sem margem no orçamento, qualquer imprevisto, como uma doença, perda de emprego ou conserto doméstico, pode levar ao endividamento.
ESPECIALISTA DÁ A DICA
A especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, explica que essa realidade dificulta a criação do hábito de poupar. Segundo ela, quando a renda é consumida quase integralmente pelas necessidades básicas da família, o planejamento financeiro acaba ficando em segundo plano, mesmo entre pessoas que reconhecem sua importância.

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